sábado, 18 de setembro de 2010

Ana Affonso prestigia desfile Farropilha na Feitoria

Ana Affonso participou neste sábado, dia 18, do desfile Farropilha no bairro Feitoria. O evento reuniu mais de dez mil pessoas ao longo da avenida.
Ana ficou emocionada ao ver a escola Dilza Flores, na qual foi professora e diretora, passar desfilando. "Foi aqui que tudo começou, foi vendo a dificuldade das famílias das crianças e a falta de condições das escolas que decidi entrar na política e lutar para mudar o quadro da educação na cidade e agora quero poder fazer o mesmo no estado", destacou a candidata a deputada estadual.
A candidata encontrou no evento vários amigos, apoiadores e outras pessoas interessadas em saber um pouco mais sobre sua candidatura.

Fotos: Ramênia Vieira

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domingo, 8 de novembro de 2009

SERRA GAÚCHA DEBATE ALIANÇAS POLÍTICAS

O tema das alianças partidárias para as eleições gerais do próximo ano voltou a receber destaque nos debates do Processo de Eleições Diretas (PED) 2009 realizados no último sábado, dia 31 de outubro, nos municípios de Caxias do Sul e Casca. O assunto é recorrente no interior do estado e preocupa os diretórios do PT em cada município. Em ambos os debates, o companheiro Marcel Frison, candidato à presidência estadual do partido, defendeu a resolução aprovada no Encontro Extraordinário Adão Pretto.

A candidatura de Marcel defende o fortalecimento dos laços históricos do PT com os partidos que compõem o campo democrático e popular, casos do PSB, PCdoB e PDT, para a reconquista do Palácio Piratini. Para isso, é necessário firmar compromissos de base programática, estratégica e tática que garantam a estas siglas a reafirmação de suas políticas e a conquista de espaços no cenário político estadual.

A partir desta aliança, deve-se ter a capacidade de ampliar a base política para os demais partidos que já se encontram junto ao PT no cenário nacional, apoiando o projeto colo-cado em prática pelo go-verno do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Para que a vitória nas urnas seja possível, com a reconquista do governo estadual e a implementação de um projeto de de-senvolvimento sustentável e inclusivo, deve-se abolir preconceitos e vetos, a fim de que os partidos de sus-tentação do Governo Lula tenham a oportunidade de assumir o programa petista também no Rio Grande.

A candidatura do companheiro Marcel Frison representa uma postura aberta ao diálogo e à construção de um ambiente político que permita a aproximação destes partidos. Afinal, nas eleições de 2010, haverá polarização entre os setores conservadores – que farão o possível para se desvincular do Governo Yeda e apresentar um discurso de roupagem nova – e o projeto de desenvolvimento construído pelo PT e seus aliados. Projeto este que deve defender sim a identidade histórica do partido, mas que deve também ter a coragem revolucionária de percorrer o caminho do novo.


DEDICAÇÃO INTEGRAL AO PARTIDO
Outro tema que vem ganhando espaço nos debates entre os candidatos é o da dedicação exclusiva, da necessária separação, no partido, das tarefas gerais de campanha e construção partidária com as tarefas institucionais. Em outras palavras: se é aconselhável que o próximo presidente do PT concilie a função com mandatos políticos na Assembléia Legislativa, Câmara Federal ou governos.

Em toda a história do PT gaúcho, uma única vez seu presidente liderou o partido ao mesmo tempo em que exercia mandato parlamentar na Assembléia Legislativa, e isso já há muitos anos. Marcel Frison é secretário de Planejamento da Prefeitura de São Leopoldo, cargo ao qual renunciará para se dedicar integralmente ao PT. Ele não será candidato nas próximas eleições. Afinal, como um presidente do partido poderia – se candidato fosse – priorizar de fato a coordenação de campanha majoritária? E como conseguiria coordenar e incidir sobre o conjunto dos proporcionais com a devida isenção e autonomia de instâncias?

Já houve vários casos de presidentes nacionais parlamentares. No entanto, o presidente nacional tem como colégio eleitoral apenas o seu estado. No caso estadual, a amplitude da tarefa e do colégio eleitoral são exatamente as mesmas, criando uma situação de desequilíbrio em relação aos demais proporcionais.

Marcel Frison se dedicará exclusivamente ao partido e à campanha majoritária nas eleições do próximo ano. A gestão de Marcel à frente do PT será uma gestão de valorização das regionais e de fortalecimento das relações com os diretórios municipais. Por isso, a candidatura de Marcel Frison à presidência estadual do PT é apresentada pela Articulação de Esquerda e pelo campo político Construindo um Novo Brasil, que compõem chapa estadual única, junto com a tendência Movimento PT e agrupamentos regionais.

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O DESAFIO DO PT/RS

As fortes evidências de corrupção e do envolvimento direto da governadora Yeda Crusius no esquema montado no Detran e em outros setores do governo estadual já seriam suficientes para sustentar os movimentos que exigem o seu afastamento. Porém, talvez o grande símbolo do naufrágio político e administrativo do Governo Yeda seja um pufe verde-kiwi comprado com recursos públicos pela mandatária em meio aos apelos promocionais de uma liquidação numa grande loja de móveis. Nesta singela peça mobiliária e no ato da sua aquisição reside a síntese do comportamento da governadora e da sua compreensão sobre o seu próprio papel à frente do Executivo Estadual. Ela é uma déspota fútil, desequilibrada e extremamente perigosa.

Contudo, os deputados da sua base de sustentação na Assembléia Legislativa se empenharam em arquivar o processo de impeachment e barrar os trabalhos da CPI da Corrupção, com medo, é claro, de perder espaços de poder tão importantes para suas reeleições e os “rabos” à mostra de um esquema montado, ao que tudo indica, ainda durante o Governo Rigotto (aliás, as conversas gravadas e tornadas públicas entre o então chefe da Casa Civil, César Busatto, e o vice-governador Paulo Feijó são elucidativas).

De qualquer sorte, o Governo Yeda acabou e, na análise do que se tem colhido nas pesquisas de opinião, no contato direto com as pessoas nas ruas e em outras formas de expressão popular, parece-me que o povo gaúcho já realizou o seu julgamento. A questão que se coloca em primazia para todos é o que colocaremos no lugar desta verdadeira tragédia para o Rio Grande. Ou seja, que caminho seguir para sair da paralisia vivida pelo Estado desde a gestão Rigotto (PMDB) e reencontrar o caminho do desenvolvimento?

Responder a esta questão e se posicionar como alternativa é, na minha opinião, o principal desafio do PT/RS neste momento. Mais importante do que chutar o “cadáver insepulto” do Governo Yeda é rapidamente migrar para um debate programático que enseje um projeto de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande. Um projeto de desenvolvimento capaz de dialogar com as necessidades prementes da população e as reivindicações mobilizadoras das lutas populares; que leve em conta as questões estratégicas que afetam as forças produtivas; que expresse um conjunto de medidas que favoreçam a plena integração do Rio Grande ao projeto nacional e que desenhem um futuro promissor para a nossa gente.

Em paralelo à construção deste projeto de desenvolvimento, urge a constituição de um forte movimento de unificação de todas as forças políticas e sociais dispostas a percorrer o caminho da mudança e da superação. Para tanto, é fundamental que a próxima direção estadual do partido adote uma postura agregadora, disposta ao diálogo e à conformação de um ambiente político propício à aproximação destes agentes. E que tenha a capacidade de compreender que a polarização política que permeará as eleições de 2010 aqui no Rio Grande não estará entre a desventura que representou o Governo Yeda e o nosso programa máximo, e sim entre a rearticulação dos setores conservadores (que se apresentarão com um discurso renovado) e o projeto que haveremos de constituir.

Projeto este que não poderá ser uma simples repetição daquilo que historicamente expressamos, mas que deve desafiar-se, de forma revolucionária, inteligente e ousada, a percorrer o caminho do novo, sem perder contato com a nossa identidade histórica.

É por isso que pretendo ser Presidente Estadual do PT e é por isso que conto com apoio de importantes forças políticas internas ao partido, que superaram suas diferenças em nome de criar as melhores condições para que alcancemos esta tão desejada vitória.

Tarso Governador
Dilma Presidente
Viva o PT
Viva o Povo Gaúcho!

Um grande abraço!
Marcel Frison

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